Volta e meia o mundo é sacudido por algum fato, história ou
boato a respeito do 'fenômeno' Beatles. Nenhuma banda ou grupo, em tempo algum,
conseguiu influenciar tanto, tantas gerações seguidas como os Beatles. Mesmo
após terem se passado três décadas da separação da banda, ainda se percebe vez
ou outra alguma influência, seja nos sons, ritmo ou letras que lembram algo
deles. A verdade é que o rock estava em declínio nos Estados Unidos, quando os
Beatles surgiram, no início dos anos 60. Os principais líderes da revolução
rock haviam saído de circulação. Elvis Presley estava no exército e Chuck Berry
na prisão. Buddy Holly e Eddy Cochran haviam morrido. Enfim, a música pop, que
havia surgido na década anterior apresentava evidentes sinais de desgaste. A
banda foi, portanto, um dos maiores canais de divulgação das seitas orientais,
do uso indiscriminado das drogas, principalmente as alucinógenas(vide
LSD no glossário) e da rebeldia deflagrada contra a sociedade já desgastada e
de certa forma conservadora.
Como tudo
começou...
O 'gosto' pelas mensagens subliminares começou depois de
uma visita do ex-beatle George Harrison à India em 1966, com sua
mulher Patti Boyd, quando foi iniciado na seita hindu conhecida como Hare
Krishna, pelo guru Maharishi Yogi, tornando-se adepto do
movimento e seu maior divulgador no mundo ocidental. Em 1968, Harrison convence
os outros beatles a viajar também para a Índia e conhecer o guru Maharish. O
movimento Krishna cresceria de maneira assustadora, principalmente por causa da
divulgação dos conteúdos [a maioria subliminar] da seita, através das canções,
das capas e encartes dos discos do grupo, a partir de então. Estas influências
podem ser destacadas principalmente nos discos: My Sweet Lord (Meu doce senhor)
ouça na seção "Na música", Living in the Material World (Vivendo no
mundo material), Within You, without You (Dentro de você, sem você), The Hare
Krishna Mantra (O mantra Hare Krishna). O excesso no uso
indiscriminado de drogas, o orgulho exacerbado devido à fama, status e muito
dinheiro, foram pouco a pouco minando e desagregando a união do grupo, até a
dissolução total, quando cada um seguiu sua carreira solo. Não custa lembrar a
infeliz e 'maldita' declaração de Lennon, que eles, Beatles, eram mais
populares que Jesus Cristo. E aí, o sonho acabou...
As Mensagens
Subliminares nas Músicas:
"Free
as a bird" - Veja
neste clipe dos Beatles, exibido no programa Fantástico da Rede Globo de
Televisão, a comprovação da existência do Backward Masking. Clique aqui!
- O Consumo
de Drogas:
George Harrison e John Lennon foram os primeiros beatles
a experimentar o LSD, em 1965 (só para confirmar o estereótipo de "mais
careta", Paul ainda resistiria ao ácido até 68). Folha de S.Paulo-1º/dez/01
A canção "Lucy in the Sky with Diamonds" tem como iniciais as letras L.S.D,
droga muito difundida na década de 60. Caetano Veloso, no movimento
contemporâneo aos Beatles no Brasil, chamado tropicália, repetiria a dose com a
canção "Sem Lenço Sem Documento", que também tem a mesma sigla -
L.S.D. A canção "Day in the life" diz respeito a uma atemorizante
viagem psicotrópica. "Yellow Submarine", grande sucesso do grupo, era
na verdade uma gíria para drogas. A canção "Magical mystery tour" faz
o seguinte convite: '...Arregace sua manga, arregace sua manga, a tournée e
misteriosa vem para lhe arrebatar...' A canção "Hey Jude", que pode
ser traduzida também como 'Hey viciado' faz uma alusão clara às drogas, mais
especificamente à uma agulha debaixo da pele: '...Lembre-se de deixá-la entrar
debaixo de sua pele, e então começara a sentir-se melhor'. A revista Time
depois de analisar o álbum "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" (A
Banda do Clube dos Desamparados do Sargento Pimenta, gravado em 1967),
descreveu o trabalho como 'ensopado' nas drogas.
-A Necrofilia:
Estive analisando o 'Álbum Branco' e certamente a música (se é que pode
classificá-la desta forma) "Revolution # 9" é a mais estranha e
misteriosa de todas as músicas que o grupo produziu. O que mais nos chamou a
atenção, é que ela lembra uma alucinante viagem de ácido, e, dentre os sons de
sirenes, gemidos de crianças, grunhidos de porcos, metralhadoras, etc., a única
frase inteligível é "Number Nine". Ora, isso nos levou quase que
instintivamente a ouvir esta frase, em rotação contrária, e qual foi a nossa
surpresa, a frase em 'backward masking' diz: "Turn me on DEAD man" -
Excite-me homem morto! É sem dúvida, uma clara referência subliminar à necrofilia.
- O Ocultismo:
Na canção "Revolution # 9", este número é repetido várias vezes nesta
música. O número 9 é um dos números mais usados na Cabala. As
canções "Helter-Skelter" (Grande Confusão), "Blackbird"
(Pássaro Negro), "Piggies" (Porcos), "Revolution 1" e
"Revolution # 9", contém mensagens declaradamente ocultistas,
contidas nas entrelinhas, ou seja - subliminares, e, o mais interessante, estas
cinco, fazem parte do "Álbum Branco"
- A Violência:
Uma das músicas que incitam ao crime é "Piggies". A parte final desta
música, descreve casais de Piggies (porcos) comendo bacon de garfo e faca. Na
canção "Revolution # 9" nós observamos sons de metralhadora
disparando e pessoas chorando, gritando ou morrendo.
As Mensagens Subliminares nas
Capas:
Sgt. Pepper's (1967) - Título da
1ªfoto: "Sgt. Pepper's se tornou o hino oficial da
cultura hippie" (S.Lawhead, Rock Reconsidered). Afirma-se que o
grupo gastou cerca de 400 horas com a gravação deste álbum, das quais 200 foram
empregadas na inserção de mensagens subliminares (Youth
Aflame-out/82). Este álbum é caracterizado pela policromia modal
(entrelaçamento de ritmos, utilização de recursos técnicos e música erudita).
Este trabalho marca também a transição do rock tradicional para o rock
progressivo. Sobre a morte de Paul McCartney representada nesta capa, veja os
comentários em 'Paul is Dead'. Analise como é estranha esta declaração de Paulo
Coelho (As Valkirias-pág.127) sobre esta capa:
"...E as pessoas sempre respeitam mais aquele que diz coisas que
ninguém entende. Do resto - Hare Krishna, Meninos de Deus, Igreja de Satã,
Maharishi -, do resto todo mundo participava. A Besta - a Besta só para os
eleitos ! "A lei do forte", dizia um texto dela. A Besta estava na
capa do Sargent Pepper's, um dos mais conhecidos discos dos Beatles - e quase
ninguém sabia. Talvez nem os Beatles soubessem o que estavam fazendo quando
colocaram aquela fotografia lá."
Paulo Coelho, ex-parceiro de Raul Seixas na composição de dezenas de
músicas, neste trecho estava
fazendo uma citação ou referência à foto de Aliester Crowley, que
estaria colocada nesta capa. Crowley (falecido em 1947), de quem eram
discípulos indiretos, pois nem Raul, nem Coelho chegaram a conhecê-lo
pessoalmente, é considerado o maior satanista deste século, e até hoje é cultuado
por seus seguidores, que por sua vez usava também este nome "A
Besta". Conta-se que certa vez, durante um ritual satânico,
sado-masoquista, Crowley fizera com que uma mulher praticasse uma relação
sexual com um bode (o animal mais cultuado dentro do satanismo) e no momento do
orgasmo, este teria imolado o animal, cortando seu pescoço. Vide glossário.
A Verdade sobre
"Paul is Dead"
A morte de Paul:
Com certeza o fato mais surpreendente envolvendo a banda e
que até hoje tem gerado polêmicos debates, começou em agosto de 1966, quando os
Beatles se apresentaram pela última vez ao vivo em São Francisco (EUA):
- Paul is Dead. Três anos depois, a mais saborosa história do mundo do Rock,
'vazou' nos EUA, através de um DJ de uma rádio de Detroit, Russ Gibb. Esta
tese, que deu notoriedade a Russ, levou-o a percorrer várias partes do planeta
a fim de participar de debates a respeito do assunto.
A tese:
Paul McCartney foi tragicamente decapitado em um acidente
automobilístico na Inglaterra, e, para que o grupo não se desfizesse, uma vez
que estava no auge do sucesso, a gravadora Capitol convocou um sósia para
substituí-lo, um tal de William Campbell (com o mesmo talento de Paul), rapaz
que nunca mais foi visto em sua cidade. John Lennon, que jamais aceitara a idéia
da farsa, começou a espalhar dicas ou pistas subliminares para os fãs do grupo,
sobre a morte do parceiro, nas famosas capas e nas letras dos álbuns da banda.
O mito "Paul is Dead", conforme ficou conhecido e popularizado o
fato, começou a ser divulgado em 1969 e, a verdade sobre sua morte, teria
vazado nos Estados Unidos, através de um DJ de uma rádio de Detroit. A notícia
correu o mundo, virou obsessão de fãs-detetives durante anos, se transformou em
livros, especiais de TV, sites e filme. O material de pesquisa desta página é
do autor do site. Somente as relacionadas a Abbey Road, fazemos citação de
Hendrik, e Lúcio Ribeiro (reportagem local) da Folha de S.Paulo (20/10/00). Se
você tiver algum material, que possa acrescentar mais informações, mande seu
e-mail e a fonte, que estaremos publicando. Apesar de ser veementemente negado
por todos os envolvidos, as inúmeras provas pesquisadas corroboram o "Paul
is Dead". Confira você mesmo!
As 'Dicas'
Subliminares deixadas por John:
- Na capa
do "Abbey Road" -
1969
É sem dúvida a capa mais polêmica de todas pesquisadas.
Recentemente (21/out/00) a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo,
apresentou "Paul is Dead". O filme revive o boato da morte do
ex-beatle Paul McCartney, em 1966, quando a banda estava no auge. O filme é
autobiográfico já que seu produtor conta a história exatamente como a conheceu:
quando tinha 12 anos e ouviu-a no rádio. O filme é um trabalho de mestrado do
diretor Hendrik Handloegten, 32, alemão formado na German Film and Television
Academy. (Folha de S.Paulo-20/out/2000).
Alguns estudiosos realmente constatam diferenças nas músicas compostas antes e
depois de 66, por Paul.
O Funeral
- Os 4 Beatles, andando em fila, simbolizam a procissão de um enterro. John
, de branco, seria o padre ou um médico; Ringo, de preto, o agente funerário;
Paul é o morto, e Harrisson trajando um surrado jeans, seria o coveiro.
O Carro na Rua - Um carro parece vir em direção a Paul.
Ou, como os ingleses dirigem na mão esquerda, parece que o carro já atingiu
Paul e segue em frente
O Carro de Polícia - Um carro de
polícia, entre John e Ringo, esta parado. Parece estar atendendo a alguma
ocorrência, como um acidente de trânsito.
A Mancada
- A mancada maior, o cigarro na mão direita de Paul. Ele era canhoto. Erro
do sósia?
Pés descalços -
Paul é o único beatle de pés descalços. Há um costume de ingleses ser enterrado
de pés descalços. Detalhe: seus olhos também estão fechados.
A Chapa do
Carro - A chapa de um fusca que aparece à esquerda traz a
inscrição LMW 28IF. O LMW poderia significar a abreviação de "Linda
McCartney Weeps" (Linda McCartney Chora) ou "Linda McCartney
Widow" (Linda McCartney Viúva). O 28IF seria "28 years IF
alive", o mesmo que 28 anos SE vivo, se referindo à idade de Paul à época
do disco, se não tivesse morrido. Paul, na verdade, tinha 27. Mas, era o dito,
em religiões indígenas a idade de uma pessoa é contada a partir da gestação.
Então ela já tem 9 meses quando nasce. Logo, Paul teria 28 anos, na época.
Os Furos na
Parede - Observe os furos na parede antes
da palavra "Beatles". Agora ligando os furos, notamos que forma-se a
frase "3 Beatles"

- Na capa
do "Sgt. Pepper's Lonely Hearts
Club Band - 1967
Esta capa está recheada de mensagens subliminares. Na
verdade, todo o conjunto de elementos desta capa estão retratando uma espécie
de funeral. Observe o esquife (caixão) coberto de flores vermelhas. Abaixo dele
há um arranjo de flores amarelas, com a forma de um contra baixo, de canhoto,
que seria de Paul !
O Contra-baixo
de Canhoto - O contra-baixo colocado nesta capa,
composto de flôres amarelas é na verdade um instrumento próprio para canhotos.

O Local do
Enterro - Observe que no final da palavra
"Beatles" está a letra "o" (composta por flores vermelhas),
formando assim a frase "Be at Leso", nome do suposto local onde
estaria enterrado Paul.

A morte
anunciada no Tambor - "He Die"
Se colocarmos um espelho no meio da palavra
"HEARTS", que está escrita no bumbo, aparece "HE DIE", algo
parecido com "ele morre"

No álbum "Magical Mystery Tour" - 1967
No final da música "Strawberry Fields Forever" se
ouve ao fundo John Lennon dizer "I buried Paul" (eu enterrei Paul).
Outro fato estranho, você observa nesta foto, do encarte,
onde Paul é o único dos quatro Beatles que está com um cravo preto na lapela do
paletó, enquanto os outros estão com cravos vermelhos.

Glossário:
Aliester Crowley - "Este livro estabelece um simples Código de Conduta/ Fazei
o que quiserdes; isto será o resumo da lei./ O amor é a lei, o amor sob a
vontade./ Não há lei alguma maior do fazei o que quiserdes" - A Lei (Thelema Publications, Kings
Beach-Califórnia)
Esta era a Lei de Thelema, de Aleister
Crowley, que também usava o título mágico de Perdurabo ("resistirei até o
fim"), o mais infame divulgador da magia negra de todos os tempos. Um
indivíduo tão mal que foi expulso da Ordem Hermética da Aurora Dourada [uma
sociedade inglesa de magia à qual se filiou em 1898], sob a acusação de ter
violado toda lei moral, desde fornicação até homicídio. Um indivíduo que
acreditava piamente ser a Besta do Apocalipse, e, revoltando-se contra Deus,
declarava abertamente que sua missão era destruir o cristianismo, estabelecendo
em seu lugar a religião de Thelema (do grego=vontade). Durante sua vida,
praticou toda ordem de desvios sexuais, inclusive molestando crianças. Durante
um ritual em 1921, ele induziu um bode a copular com sua amante, depois cortou
a garganta do animal, no momento do orgasmo. Crowley se transfere para os EUA,
depois de ser expulso da Itália, quando as autoridades acusam Crowley e seus
discípulos de sacrificar crianças em rituais de ocultismo. Milhares de pessoas
em todo mundo ainda hoje, seguem os ensinamentos deste indivíduo bissexual que,
desde criança era tão mau que a própria mãe, cristã, lhe coloca o apelido de "A
Besta". Ensinamentos que, entre outras coisas, prega que a concupiscência
desinibida e a liberdade licenciosa são os caminhos para a verdade espiritual.
Morreu muito pobre, em 1947, viciado em drogas e incapaz de falar ou se
comunicar com coerência com o mundo à sua volta. Morreu como um indigente, sem
perspectivas, sem Deus...
Cabala - Tratado filosófico-religioso
hebraico que coexistiu com a religião popular dos hebreu. O conteúdo deste
tratado, constitue-se na decifração dos simbolismos dos números e das letras.
Charles
Manson - Manson é a prova mais concreta dos efeitos das mensagens
subliminares dos Beatles. Ninguém interpretou mais realisticamente e encarnou
tão enlouquecidamente as mensagens contidas nas entrelinhas dos trabalhos dos
Beatles, como Charles Manson, ou Charles The "Man's Son" (Charles, o
filho do Homem, maneira pela qual era chamado Jesus Cristo, no evangelho). Não
assinava mais Charles Milles Manson, mas "Charles Will is Man's Son"
Charles era o líder e uma espécie de guru de um pequeno grupo de hippies
chamado 'A Família', que viviam na periferia das cidades, vendendo drogas,
praticando sexo grupal, roubando e realizando cerimônias ritualisticas. Ficavam
ouvindo durante horas seguidas suas canções em busca de pistas e símbolos
ocultos. Eram na verdade uma espécie de seita, destas apocalípticas de
alucinados fanáticos que volta e meia aparecem na mídia atual. Quando os
Beatles lançaram o 'Álbum Branco', ele gastou muito dinheiro (em cartões de
crédito roubados, claro!) ligando para Londres e deixando recados como
"Diga ao Paul e ao John que eu entendi tudo !", como se as mensagens
do disco fossem realmente dirigidas a ele. Em 9 de agosto de 1969, Manson
começaria a ter notoriedade internacional como um dos ícones mais idolatrados
deste século. Ex-presidiário, carismático e desesperadamente apaixonado pelos
Beatles, Manson e a 'família' cometeriam um dos crimes mais hediondos da
história. Cinco pessoas pagaram com a vida, as loucas interpretações das letras
das músicas inspiradoras dos homicídios. Eles entraram na mansão em Beverly Hills,
alugada pelo cineasta Roman Polanski (diretor de 'O bebê de Rosemary').
Curiosamente uma das vítimas era sua esposa, a bela Sharon Tate, atriz
promissora, com 26 anos de idade e que estava grávida de oito meses. Mesmo
assim, ela não foi poupada, seu corpo foi perfurado 16 vezes pela longa lâmina
de uma baioneta, e depois, enforcada. Os assassinos confessaram depois que
gostariam de ter arrancado o bebe de sua barriga. Na noite seguinte, o grupo
entraria em outra mansão e repetiria a tragédia com o casal Leno e Rosemary La Bianca, proprietários de
uma rede de supermercados, considerados "piggies", porcos, para
Manson. Vicente Bugliosi, que foi designado pela justiça norte-americana como
promotor para atuar nos casos Sharon e La Bianca, no final do processo escreveu um livro
sobre o caso com a colaboração de Curty Gentry (Manson: Retrato de um crime
repugnante. Tradução de A.B.Pinheiro Lemos. Editora Record-1978. R.Janeiro. 705
páginas). Vicente constatou a incrível semelhança da cena que viu, o casal
morto com dezenas de golpes de garfos e facas e na parede, escrita com o
próprio sangue, a frase "Death to Piggies" (morte aos porcos) com a
música dos Beatles - "Piggies". Segundo Manson, os brancos ricos eram
os 'piggies' e a revolução negra era descrita em 'Blackbird' e 'Revolution #9'
virou 'Revelacão 9' como sinal de sua confusa ideologia, fazendo analogia ao
livro do Apocalipse do Novo Testamento. Outra música que o levou a prática de
crimes foi "Helter-Skelter", onde se ouve grunhido de porcos e
metralhadora disparando. Cria também que os Beatles eram os quatro anjos
mencionados no livro do Apocalipse, último livro da Bíblia, e que ele, Charles
era o quinto anjo do mesmo livro, ou o quinto beatle, Stuart Sutcliff, que em
1962, morrera na Alemanha. Se as teses de Vicente Bugliosi são infundadas, por
que G.Harrison não permitiu as citações das letras do grupo em seu livro?
Manson
continua fazendo discípulos: - Mesmo cumprindo
prisão perpétua numa penitenciária, Manson continua fazendo discípulos na
música pop. Um dos casos mais recentes foi o de Axl Rose, da banda Guns
N'Roses. "The Spaghetti Incident" seria apenas mais um disco da
banda, se entre as músicas não houvesse a "Look at your game, girl"
de ninguém menos que Charles Manson. Axl que durante muitos shows da banda
também desfilou com a imagem de Manson estampada numa camiseta, tentou
justificar a escolha da canção de Manson, um dos assassinos mais frios que o
mundo conheceu, porque a música tinha uma letra 'interessante'. O mais novo fã
usa o nome de Manson junto com o de Marilyn Monroe, no seu nome artístico.
Trata-se de Marilyn Manson, andrógino, bissexual, satanista assumido que chega
a assustar até mesmo metaleiros pesados, fãs de Iron Maiden, Ozzy e companhia.
Anton La Vey,
autor da Bíblia satânica e fundador da Igreja de Satã, nos Estados Unidos (já
falecido), consagrou Marilyn sacerdote satanista antes de falecer.
George Harrison - Nasceu
em Liverpool (Inglaterra) em 25 de fevereiro de 1943. Conhece Paul McCartney no
ônibus escolar em 1956. Em 57 conhece o grupo de rock "The Quarrymen"
de John Lennon, através de Paul, onde passa a tocar no ano seguinte. Convertido
ao hinduismo, tornou-se aluno do citarista Ravi Shankar, conduziu os beatles à
India. Em 1995 volta a reunir-se com os remanescentes do grupo para gravar
"The Beatles Anthology". Em dezembro de 99 é esfaqueado no peito por
Michael Abram, que invadiu sua casa, em Londres. Detalhe:
o invasor é obcecado pelos Beatles. Em maio de 2001, é submetido à uma cirurgia
para retirada de um câncer no pulmão. No dia 30 de novembro de 2001, é
anunciada, um dia depois, a morte do ex-beatle, aos 58 anos, em decorrência de
um tumor no cérebro, causado por câncer.
Guru - Palavra de
origem sânscrita que significa "professor". Guru é uma espécie de
instrutor espiritual, mestre ou preceptor de doutrinas éticas e metafísicas.
Hare Krishna -
(Hare=modo imperativo do verbo Hara, que significa 'vibrar', e Krishna é o nome
de um deus na Índia). Nome pelo qual é conhecida a Sociedade Internacional para
a Consciência de Krishna (ISKCON-Internacional Society for Krishna
Consciousness) é um tipo ortodoxo de hinduísmo vedantista. Foi fundado pelo
guru Abhay Charan de Bhaktivedanta Swami Prabhupada, que ficou encarregado de
divulgar a seita ao ocidente. Prabhupada vai aos EUA em 1965 e em 1966, começa
o culto hindu de Krishna, em
Nova York. O presidente da ISKCON de N.York, por ocasião da
morte de Prabhupada, em 1977, afirmou que o guru "foi um gênio mundial,
maior que Jesus Cristo". É mole?!
LSD - Alucinógeno.
É a sigla da substância dietilamida do Ácido Lisérgico (ácido encontrado no
cogumelo Claviceps purpurea). É o alucinógeno mais conhecido, que provoca
ilusões e alucinações, altera a percepção do tempo e distância. É uma das mais
potentes drogas existentes. Substância semi-sintética, encontrada normalmente
sob a forma de solução ou comprimidos. Droga muito conhecida e popularizada
apenas como "ácido", causador das conhecidas "viagens
psicodélicas", uma espécie de alucinação e excitação provocadas pelos
efeitos da droga sobre o organismo. Seu efeito pode levar a uma "viagem
sem volta", com irreparáveis danos psíquicos, acessos de loucura e, muitas
vezes, à morte do usuário. Consultando ex-usuários do LSD, concluimos que,
mesmo após semanas da utilização da droga, seus efeitos ainda podem ser
manifestados. Dilata as pupilas dos olhos, aumenta a pressão arterial e o
batimento cardíaco. Causa dependência psíquica.
Mantra - Palavra
de origem sânscrita, significa "vocalização". São técnicas de emissão
de sons repetidos exaustivamente, produzindo efeitos psicossomáticos ou de
ordem espiritual, como é o caso da técnica milenar, Mantra Yoga. Os mantras
também são utilizados como invocatórios de entidades, semelhantes aos
utilizadas nos introdutórios dos cultos de origem africana, como Umbanda,
Candomblé, Vodu, etc.)
Necrofilia - É
uma espécie de atração sexual mórbida, doentia, por
cadáveres. Este tema aparece muitas vezes, de forma subliminar em várias
músicas internacionais e também na MPB.
Fontes:
Jornal
Folha de São Paulo - 31/dez/1999 - 20/out/2000 - 1º/dez/2001
Filme
"Paul is Dead" (Paul está morto) - Longa metragem do cineasta alemão Hendrik Handloegten -
Out/2000. O filme na verdade é um trabalho de mestrado de Handloegten, 33,
alemão formado na German Film and Television Academy. O filme estava no rol dos
badalados nomes da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, megaevento
realizado em Outubro de 2000.
Guia
Prático do Orientalismo - José Augusto M. Torres - Ed. Parma Ltda -
''Também
vale conferir o www.mensagemsubliminar.com.br/beatles.htm. A página explica - a
sério - as supostas mensagens que os Beatles teriam deixado nas capas de seus
discos para avisar sobre a "morte" de Paul McCartney, hoje com 59
anos - segundo uma lenda, ele teria sido substituído por um sósia nos anos
60" - Jornal
Folha de S. Paulo - 17/out/01