2 de fevereiro de 2009

Artur da Silva Bernardes




Artur da Silva Bernardes



(1875 - 1955)



Presidente da república brasileira (1922-1926) nascido em Viçosa, MG, cujo governo foi marcado por revoltas militares e crises políticas que o levaram a governar quase que durante todo o mandato, sob estado de sítio. De formação básica no colégio do Caraça, trabalhou como comerciário para continuar os estudos em Ouro Preto, onde se matriculou na Faculdade Livre de Direito. Transferiu-se posteriormente para São Paulo onde formou-se (1900). Voltando a Viçosa foi eleito vereador e presidente da Câmara Municipal (1906) e no ano seguinte deputado estadual. Eleito deputado federal (1909), ocupou o cargo de secretário das Finanças do estado de Minas Gerais. Novamente eleito para a Câmara dos Deputados, foi conduzido ao governo de Minas (1918-1922). Numa campanha histórica por sua violência concorreu à presidência da república contra Nilo Peçanha. Antes da sua posse ocorreu o episódio das cartas falsas, a ele atribuídas, com grosseiros insultos às forças armadas e alusões desabonadoras ao marechal Hermes da Fonseca, publicadas pelo jornal Correio da Manhã. A questão levantou acirrada polêmica e protestos entre os militares, sobretudo a oficialidade jovem, e deu origem ao histórico levante do Forte de Copacabana (1922). Essa primeira manifestação do tenentismo foi debelada e ele assumiu a presidência em 15 de novembro. Para conter o surto revolucionário e as agitações operárias, o presidente muniu-se de poderes especiais por meio do Decreto no 4.743 (1923), chamado lei infame pela imprensa oposicionista. Decretou novo estado de sítio (1924) para combater a revolução chefiada pelo general Isidoro Dias Lopes, em São Paulo. Dominado o levante em São Paulo, o capitão Luís Carlos Prestes sublevou a guarnição de Santo Ângelo, RS, para se reunir em Foz do Iguaçu, PR, com os revolucionários paulistas, dando início ao movimento denominado Coluna Prestes, que percorreu 36.000km no interior do país e travou uma série de combates com as forças legalistas. Após o mandato presidencial foi eleito senador por Minas Gerais (1927), pela Aliança Liberal. Apoiou a revolução constitucionalista de São Paulo (1932) e foi preso em Viçosa, remetido para o Rio de Janeiro e deportado para a Europa, onde permaneceu durante quase dois anos. Novamente no Brasil, elegeu-se deputado federal (1935), mas o golpe de novembro (1937) afastou-o da ação política durante o governo comandado por Getúlio Vargas. Eleito deputado à Assembléia Nacional Constituinte (1946) fundou o novo Partido Republicano, após divergências com a União Democrática Nacional (UDN). Foi presidente da Comissão de Segurança Nacional da Câmara dos Deputados (1947) e assumiu a liderança no debate sobre o petróleo, em defesa do monopólio estatal. Ainda como deputado, combateu a internacionalização da Amazônia e morreu no Rio de Janeiro.
Figura copiada do site oficial da


PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA:


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