26 de outubro de 2011

Biografia de Raul Seixas

Biografia de Raul Seixas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Raul Santos Seixas (Salvador, 28 de junho de 1945São Paulo, 21 de agosto de 1989) foi um famoso cantor e compositor brasileiro, frequentemente considerado um dos pioneiros do rock brasileiro. Também foi produtor musical da CBS durante sua estada no Rio de Janeiro, e por vezes é chamado de "Pai do Rock Brasileiro" e "Maluco Beleza".

Sua obra musical é composta de 21 discoslançados em seus 26 anos de carreira e seu estilo musical é tradicionalmente classificado como rock e baião, e de fato conseguiu unir ambos os gêneros em músicas como "Let Me Sing, Let Me Sing"[4]. Seu álbum de estreia, Raulzito e os Panteras(1968), foi produzido quando ele integrava o grupo Os Panteras, mas só ganhou notoriedade crítica e de público com as músicas de Krig-ha, Bandolo! (1973), como "Ouro de Tolo", "Mosca na Sopa", "Metamorfose Ambulante". Raul Seixas adquiriu um estilo musical que o creditou de "contestador e místico", e isso se deve aos ideais que vindicou, como a Sociedade Alternativa apresentada em Gita (1974), influenciado por figuras como Aleister Crowley.

Raul se interessava por filosofia (principalmente metafísica e ontologia), psicologia, história, literatura e latime algumas crenças dessas correntes foram muito aproveitadas em sua obra, que possuía uma recepção boa ou de curiosidade por conta disso.[5]Ele conseguiu gozar de uma audiência relativamente alta durante sua vida, e mesmo nos anos 80continuou produzindo álbuns que venderam bem, como Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum! (1987) e A Panela do Diabo (1989), esse último em parceria com Marcelo Nova, e sua obra musical tem aumentado continuamente de tamanho, na medida que seus discos (principalmente álbuns póstumos) continuam a ser vendidos, tornando-o um símbolo do rock do país e um dos artistas mais cultuados e queridos entre os fãs nos últimos quarenta anos.

Em outubro de 2008, a revista Rolling Stone promoveu a Lista dos Cem Maiores Artistas da Música Brasileira, cujo resultado colocou Raul Seixas figurando a posição 19ª, encabeçando nomes como Milton Nascimento, Maria Bethânia, Heitor Villa-Lobos e outros.[6] No ano anterior, a mesma revista promoveu a Lista dos Cem Maiores Discos da Música Brasileira, onde seu Krig-ha, Bandolo! de 1973 atingiu a 12ª posição,[7] demonstrando que o vigor musical de Raul Seixas continua a ser considerado importante hoje em dia.

Índice

[esconder]

[editar] Biografia

[editar] Primeiros anos

[editar] Infância

"Quando eu era guri, lá na Bahia, música para mim era uma coisa secundária. O que me preocupava mesmo eram os problemas da vida e da morte, o problema do homem, de onde vim, para onde vou (...)"

—Raul Seixas[8]


Raul Santos Seixas nasceu às 8 horas da manhã em 28 de Junho de 1945numa família de classe média baiana que vivia na Avenida Sete de Setembro, Salvador.[9] Seu pai, Raul Varella Seixas, era engenheiro da estrada de ferroe sua mãe, Maria Eugênia Santos Seixas, se dedicava às atividades domésticas.[9]No próximo mês ele foi registrado no Cartório de Registro Civil de Salvador com o nome do pai e do avô paterno. Em 16 de setembro do mesmo ano, batizaram-no na Igreja Matriz da Boa Viagem.[9]

Em 4 de dezembro de 1948, Raul Seixas ganhou um irmão, o único, Plínio Santos Seixas, com quem teria um bom relacionamento durante sua infância.[9]Os estudos de Raul Seixas começaram em 1952, onde frequentou o curso primário estudando com a professora Sônia Bahia.[9] Concluído o curso em 1956, fundou o Club dos Cigarros com alguns amigos.[9]O trágico percurso escolar de Raul Seixas se iniciaria em 1957, quando ele ingressou no ginásio Colégio São Bento, onde foi reprovado na 2ª série por três anos.[10]Um dos motivos da reprovação, segundo alguns biógrafos, é que ele, em vez de ir assistir as aulas, ouvia rock and roll — em seus primórdios — na loja Cantinho da Música.[10] No mesmo ano, em 13 de Julho, Raul Seixas fundou o Elvis Rock Club com o amigo Waldir Serrão.[10]Segundo a jornalista Ana Maria Bahiana, é através de Serrão que Raul Seixas começou a sair de casa e a manter uma vida social mais ampla.[11] Segundo Raul, o encontro com Waldir foi fantástico: "me preparei todo, botei a gola pra cima, botei o topete, engomei o cabelo, e fiquei esperando ele, masclando chiclete".[12] O Elvis Rock Club era como uma gangue, que procurava brigas na rua, fazia arruaça, roubava bugigangas e quebrava vidraças.[11] Embora Raul não gostasse muito disso, "ia na onda, pois o rock(pelo menos a meu ver) tinha toda uma maneira de ser".[11]

Então, a famíliaresolveu matricular Raul num colégio de padres, o Colégio Interno Marista, onde ele alcançou a 3ª série em 1960, mas acabou repetindo o estágio em 1961.[10] Ao que tudo indica, nessa época Raul Seixas começou a se interessar pela leitura.[10]O pai de Raul Seixas amava os livros e possuía uma vasta biblioteca em casa.[13]Tão logo decifrou o mistério das letras, o garoto pôs-se a ler os volumes que encontrava na biblioteca do pai Raul.[13]Sendo assim, as histórias que lia na biblioteca fermentavam sua imaginação e, com os cadernos do colégio, fazia desenhos, criava personagens, enredos, para depois vender ao irmão quatro anos mais novo, que acabava ficando interessado e comprava os esboços.[14]Segundo Raul, um dos personagens principais dessas histórias era um cientista maluco chamado "Mêlo" (algo como "amalucado"), que viajava para diversos lugares imáginarios como o Nada, o Tudo, Vírgula Xis Ao Cubo, Oceanos de Cores.[15] Segundo Raul, Melô era sua "outra parte, a que buscava as respostas, o eu fantástico, viajando fora da lógica em uma maquinazinha em que só cabia um só passageiro... Melô-eu."[15]Plínio ficava horas ouvindo o irmão contar suas histórias, dentro do quarto dos dois, e Raul frequentemente encenava os personagens como um ator.[15]

Ambos os irmãos tinham algo em comum: adoravam literatura, mas odiavam a escola.[14]Mais tarde, já maduro, Raul Seixas diria: "Eu era um fracasso na escola. A escola não me dizia nada do que eu queria saber. Tudo o que aprendia era nos livros, em casa ou na rua. Repeti cinco vezes a segunda série do ginásio. Nunca aprendi nada na escola. Minto. Aprendi a odiá-la."[16] De um modo ou de outro, Raul Seixas precisava frequentar a escola vez ou outra. Em uma determinada ocasião, o pai perguntou a Raul como ele ia na escola e pediu seu boletim. Raul mostrou um boletim falsificado, com todas as matérias resultando em um 10.[17] O pai questionava se ele havia estudado, mas Maria Eugênia interrompia, dizendo algo como "Estudou nada, ficou aí ouvindo rocko tempo inteiro, essa porcaria desse béngue-béngue, de élvis préji, de líri ríchi e gritando essas maluquices."[18]Os pais de Raul, como toda a geração da época, estranhavam o rock e ele não era muito bem-vindo entre as famílias.[18]

[editar] Os Panteras

Raulzito e os Panteras(1968), o debute de Raul Seixas.

Embora Raul mantivesse um gosto muito sincero pela música, seu sonho maior era ser escritor como Jorge Amado. Na sua cidade, escutavam Luís Gonzaga todos os dias, nas praças, nas casas, em todos os estabelecimentos. Enquanto isso Raul junta-se a cena do Rock que se formava em Salvador. "Em 54/55, ninguém sabia o que era rock. Eu tocava e me atirava no chão imitando Little Richard." [19]. Com o passar do tempo a banda que chegou a ter diversos nomes, como Relampagos do Rock, formadas então pelos irmãos Délcio e Thildo Gama,[20], passa por várias formações e em 1963, passa a se chamar The Panters, banda que agora já se tornara sensação de Salvador. A fama se espalha, e a banda é rebatizada pelo nome Os Panteras. Nessa época Raul casa-se com a americana Edith Wisner.[21]

Em 1968, Raulzito e Os Panteras gravam seu primeiro e único Disco, Raulzito e Os Panteras. Assinando contrato com a gravadora Odeon, após encontrarem Chico Anísio e o rei Roberto Carlos, que os reconheceu nos corredores de uma grande gravadora.[22]O Disco no entanto não teria sucesso de critica nem de público. Eládio Gilbraz, um dos panteras, diria: " De um lado havia a inexperiência de quatro rapazes, recém-chegados da Bahia, falando em qualidade musical, agnoticismo, mudança de conceitos e sonhos. Do outro lado, uma multinacional que só falava em 'comercial". Talvez não tenha sido o disco que o grupo imaginara, mas nosso sonho era gravar um disco.[22]

A partir daí, Raulzito e Os Panteras passariam sérias dificuldades no Rio de Janeiro. Raul morava em Ipanema, e ia a pé até o centro da cidade para tentar divulgar suas músicas, não obtendo sucesso.[22]Embora algumas vezes os Panteras recebiam ajuda de Jerry Adriani, tocando assim como banda de apoio para o mesmo, que segundo Raul o deu muita experiência e o ajudou a descobrir como se comunicar, segundo ele, suas "músicas eram muito herméticas".[22]. Raulzito passaria então fome no Rio de Janeiro [22](como mais tarde escreveria em Ouro de Tolo).

[editar] Yê-yê-yê realista

Raul Seixas estava totalmente abalado pelo fracasso com Os Panteras, e a sua volta a Salvador. Escrevia ele: "Passava o dia inteiro trancado no quarto lendo filosofia, só com uma luz bem fraquinha, o que acabou me estragando a vista [...] Eu comprei uma motocicleta e fazia loucuras pela rua." [23]No entanto a sorte começaria a mudar, um dia, conhece na Bahia um diretor da CBS Discos. Mais tarde ele convidaria Raul para ser produtor da gravadora. Sem pensar duas vezes, ele faz as malas, junto a Edith, e volta para o Rio.[22]

Raul volta ao Rio para usar seus enciclopédicos conhecimentos de música como produtor fonográfico. Nos cadernos de composições de Raul começaria a ser alimentada uma revolução.[24]

Esta seria a segunda chance de Raul, apostando no talento do amigo, Jerry Adriani convence o então presidente da CBS, Evandro Ribeiro, a dar a Raulzito um emprego de produtor. Raulzito trabalhou anonimamente por um bom tempo.[25]

Raul após ter entrado na CBS, fez grandes aliados e amigos. Ainda em 1968, a dupla Os Jovens e a banda The Sunshines apostaram em suas letras. No entanto, Raul faria um grande amigo e parceiro: Leno, da dupla Leno e Lilian. "Raulzito sempre esteve 20 anos adiante de seu tempo e Leno o compreendia; na verdade, sempre houve uma grande admiração mútua". Diria Arlindo Coutinho, da relações públicas da CBS. Em seu compacto duplo Papel Picado, lançado em 1969, Leno registrou Um Minuto Mais, versão de Raulzito para I Will (nada a ver com a canção de Paul McCartney). Também não se pode esquecer de Mauro Motta, outro grande parceiro de Raul nesta fase.[25]

Jerry Adriani decide convocar Raulzito para ser o produtor de seus discos. No álbum de 1969, aproveitou para gravar uma de suas músicas, Tudo Que É Bom Dura Pouco. Naquela mesma época, outros ídolos da Jovem Guarda também apadrinharam Raulzito gravando suas letras como Ed Wilson, Renato e seus Blue Caps, Jerry Adriani, Odair José.

1970 marcou o início de uma fase muito ativa na carreira de Raulzito, como produtor da CBS. Primeiramente, suas composições passaram a ser gravadas pelos artistas do cast da gravadora. Passou o ano produzindo discos para Tony & Frankye, Osvaldo Nunes, Jerry Adriani, Edy Star e Diana, além de escrever uma quantidade enorme de músicas para os colegas da gravadora.[25]Algumas de muito sucesso, como Doce doce amor (Jerry Adriani), Ainda queima a Esperança (Diana) e Se ainda existe amor (Balthazar). Raulzito nessa época passa a ter um bom emprego de respeitado produtor, que conseguira lançar suas composições como Hits na voz de outros cantores e produzir grandes artistas. Mas Raulzito não se conformava apenas com isso, com o apoio de Sergio Sampaio, Raul passa cada vez mais a realimentar os sonhos de quando ainda morava em Salvador, que era ser um cantor.

Ao lado de Leno, Raulzito participa do disco Vida e Obra de Johnny McCartney, disco solo de Leno, em que ambos buscam novos caminhos e experimentações. Juntos assinam letras e composições em parcerias. Foi o primeiro Lp gravado em oito canais no Brasil.[25]. As letras do Disco foram censuradas, e o Disco não foi lançado na época. Outro projeto mal sucedido seria a Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10onde Raul Seixas deu inicio a produção de um projeto de ópera-rock, tendo as letras mutiladas pela censura do Regime Militar. O Sociedade Grã Ordem Kavernista era um disco Anarquico, inspirado em Frank Zappa e o então cultuado Disco Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos Beatlesmisturado a elementos brasileiros, como samba, chorinho, baião. O Movimento no entanto não dera certo.

[editar] Auge e queda

Krig-ha, Bandolo!(1973), primeiro disco de Raul com repercussão crítica e de público.

No início dos anos 1970, Raul decide participar do Festival Internacional da Canção, de 1972, sendo convencido pelo amigo e parceiro Sérgio Sampaio. Raul inscreve-se no Festival duas de suas músicas, Let me sing My Rock n Roll, defendida pelo próprio Raul e Eu sou eu e Nicuri é o diabo, defendida por Lena Rios & Os Lobos, ambas chegam a final, obtendo sucesso de critica e de público. Na época, Raul também se interessa por um artigo sobre extraterrestres publicado na revista A Pomba e teve o seu primeiro contato com o escritor Paulo Coelho, que mais tarde, se tornaria seu parceiro musical.[26]

No ano de 1973, Raul conseguiu um grande sucesso com a música "Ouro de Tolo" no álbum Krig-ha, Bandolo!, uma música com letra quase autobiográfica, mas que debocha da Ditadura e do "Milagre Econômico".

O mesmo LP também continha outras músicas que se tornaram grandes sucessos, como: "Metamorfose Ambulante, "Mosca na Sopa" e Al Capone.

Raul Seixas finalmente alcançou grande repercussão nacional como uma grande promessa de um novo compositor e cantor.[carece de fontes?] Porém, logo a imprensa e os fãs da época foram aos poucos percebendo que Raul não era apenas um cantor e compositor.

No ano de 1974, Raul Seixas e Paulo Coelho criam a Sociedade Alternativa, uma sociedade baseada nos preceitos do bruxo inglês Aleister Crowley, onde a principal lei é "Faze o que tu queres, há de ser tudo da Lei". Em todos os seus shows, Raul divulgava a Sociedade Alternativa com a música de mesmo nome. A Ditadura, então, através do DOPS(Departamento de Ordem Política e Social) prendeu Raul e Paulo, pensando que a Sociedade Alternativa fosse um movimento armado contra o governo. Depois de torturados, Raul e Paulo foram exilados para os Estados Unidosonde Raul Seixas teria supostamente se encontrado com John Lennon. No entanto, o seu LP Gita gravado poucos meses antes faz tanto sucesso, que ambos voltaram ao Brasil. O álbum Gitarendeu a Raul um disco de ouro, após vender 600.000 cópias. Ainda neste ano, Raul separa-se de Edith, que vai para os Estados Unidos com a filha do casal, Simone.

Em 1975, casa-se com Gloria Vaquer, e grava o LP Novo Aeon, onde Raul compôs uma de suas músicas mais conhecidas, "Tente Outra Vez". O LP, porém, vendeu menos de 60 mil cópias.

Em 1976, Raul supera a má-vendagem do disco anterior com o disco Há Dez Mil Anos Atrás. Neste mesmo ano, nasce sua segunda filha, Scarlet.

Naquele final de década as coisas começaram a ficar ruins para Raul. A parceria com Paulo Coelho é desfeita. O cantor lança três discos pela WEA (hoje Warner Music Brasil), a partir de 1977, que fizeram sucesso de público e desgosto na crítica (O Dia Em Que A Terra Parou, que continha canções como "Maluco Beleza" e "Sapato 36"; Mata Virgem, em 1978 e Por Quem Os Sinos Dobram, em 1979). Por volta deste período, intensifica-se a parceria com o amigo Cláudio Roberto Andrade de Azevedo(geralmente creditado como Cláudio Roberto), com quem Raul compôs várias de suas canções mais conhecidas.

A partir do ano de 1978, começa a ter problemas de saúde devido ao consumo de álcool, que lhe causa a perda de 1/3 do pâncreas.[carece de fontes?]Separa-se de Glória, que vai embora para os EUA levando a filha Scarlet. Neste ano, conhece Tania Menna Barreto, com quem passa a viver.

No ano de 1979, separa-se de Tania. Começa então a depressão de Raul Seixas junto com uma internação para tratar do alcoolismo. Conhece Angela Affonso Costa, a Kika Seixas, sua quarta companheira.

[editar] Altos e baixos

No ano de 1980, assina novamente contrato com a CBS (desta vez como cantor) lançando mais um álbum, Abre-te Sésamo, que contém outros sucessos e têm as faixas "Rock das 'Aranha'" e "Aluga-se" censuradas. Logo depois o contrato é rescindido.

Em 1981nasce a terceira filha, Vivian, fruto de seu casamento com Kika.

Em 1982 faz um show na praia do Gonzaga, em Santos, reunindo mais de 150 mil pessoas. No mesmo ano, Raul apresenta-se bêbado em Caieiras, São Paulo, e é quase linchado pela platéia que não acredita que Raul é o próprio, mas um impostor.

Desde 1980 Raul estava sem gravadora e agora também sem perspectiva de um novo contrato. Mergulhado na depressão, Raul afunda-se nas drogas. Porém, em 1983, Raul é convidado para gravar um disco pelo Estúdio Eldorado. Logo depois, Raul é convidado para gravar o especial infantil Plunct, Plact, Zuuumda Rede Globo, onde canta a música "Carimbador Maluco". O álbum Raul Seixas (1983), que continha a canção, dá à Raul mais um disco de ouro. Em 1984 grava o LP "Metrô Linha 743" pela gravadora Som Livre. Mas depois Raul teve as portas fechadas novamente, devido ao seu consumo excessivo de álcoole constantes internações para desintoxicação. Também em 1984 a Eldorado lança o disco Ao Vivo - Único e Exclusivo.

Em 1985, separa-se de Kika Seixas. Faz um show em 1 de dezembro 1985, no Estádio Lauro Gomes, na cidade de São Caetano do Sul. Só voltaria a pisar no palco no ano de 1988, ao lado de Marcelo Nova.

Conseguindo um contrato com a gravadora Copacabana, em 1986(de propriedade da EMI), grava um disco que foi lançado somente no ano seguinte, devido ao alcoolismo de Raul. O disco Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!faz grande sucesso entre os fãs, chegando a ganhar disco de ouro e estando presente até em programas de televisão, como o Fantástico. Nesta época, conhece Lena Coutinho, que se torna sua companheira. A partir desse ano, estreita relações com Marcelo Nova (fazendo uma participação no disco Duplo Sentido, da banda Camisa de Vênus).

Um ano mais tarde, 1988, já separado de Lena, faz seu último álbum solo, A Pedra do Gênesis.

A convite de Marcelo Nova, faz alguns shows em Salvador, após três anos sem pisar num palco.

No ano de 1989, faz uma turnê com Marcelo Nova, agora parceiro musical, totalizando 50 apresentações pelo Brasil. Durante os shows, Raul mostra-se debilitado. Tanto que só participa de metade do show, a primeira metade é feita somente por Marcelo Nova.

[editar] Morte

Universo Alternativo - fantasia sobre o "Profeta" Raul Seixas.

As 50 apresentações pelo Brasil resultaram naquele que seria o último disco lançado em vida por Raul Seixas. O disco foi intitulado de A Panela do Diabo, que foi lançado pela Warner Music Brasilno dia 22 de agosto de 1989.

Na manhã do dia 21 de agosto, Raul Seixas foi encontrado morto sobre a cama pela sua empregada Dalva, por volta das oito horas da manhã em seu apartamento em São Paulo, vítima de uma parada cardíaca: seu alcoolismo, agravado pelo fato de ser diabético, e por não ter tomado insulina na noite anterior, causaram-lhe uma pancreatite aguda fulminante. O LP A Panela do Diabovendeu 150.000 cópias, rendendo a Raul um disco de ouro póstumo, entregue à sua família e também a Marcelo Nova, tornando-se assim um dos discos de maior sucesso de sua carreira. Raul foi velado pelo resto do dia no Palácio das Convenções do Anhembi. No dia seguinte seu corpo foi levado por via aérea até Salvador e sepultado às 17 horas, no Cemitério Jardim da Saudade[27].

[editar] Após a morte

Festival em Belo Horizonte, realizado em 2009em homenagem a Raul Seixas. Dois participantes estão caracterizados segundo a fisionomia de Raul.

Depois de sua morte, Raul permaneceu entre as paradas de sucesso. Foram produzidos vários álbuns póstumos, como O Baú do Raul (1992), Raul Vivo (1993 - Eldorado), Se o Rádio não Toca... (1994 - Eldorado) e Documento (1998). Inúmeras coletâneas também foram lançadas, como Os Grandes Sucessos de Raul Seixas de (1993), a grande maioria sem novidades, mas algumas com músicas inéditas como As Profecias(com uma versão ao vivo de "Rock das Aranhas") de 1991 e Anarkilópolis(com "Cowboy Fora da Lei Nº2") de 2003. Sua penúltima mulher, Kika, já produziu um livro do cantor (O Baú do Raul), baseado em escritos dos diários de Raul Seixas desde os seis anos de idade até a sua morte.

Em 2004, o canal a cabo Multishowpromoveu um show especial de tributo a Raul, intitulado O Baú do Raul: Uma Homenagem a Raul Seixas. O show, gravado na Fundição Progresso(Rio de Janeiro) e lançado em CD e DVD, contou com artistas como Toni Garrido, CPM 22, Marcelo D2, Gabriel o Pensador, Arnaldo Brandão, Raimundos, Nasi, Caetano Veloso, Pitty e Marcelo Nova (os três últimos baianos, como Raul).

Mesmo depois de sua morte, Raul Seixas continua fazendo sucesso entre novas gerações. Vinte anos depois de sua morte, o produtor musical Mazzola, amigo pessoal de Raul, divulgou a canção inédita "Gospel", censurada na década de 1970. A canção foi incluída na trilha sonora da telenovela Viver a Vida, da Rede Globo.

[editar] Discografia

Ver artigo principal: Discografia de Raul Seixas

[editar] Videografia

Ver artigo principal: Videografia de Raul Seixas

[editar] Filmografia

[editar] Homenagens no teatro e televisão

[editar] Referências

Notas

1. Marco Antonio Barbosa (08/06/2001). Raul Seixas ganha relançamento histórico. CliqueMusic.

2. Raul Seixas: "O rock'n'roll morreu em 1959". Editora Abril (07/07/2008).

3. Elton Frans, Roberto Murcia Moura. Raul Seixas: a história que não foi contada. [S.l.]: Irmãos Vitale, 2000. 62 p. 9788574070872

4. Rodrigo Moreira. Eu quero é botar meu bloco na rua: a biografia de Sérgio Sampaio. [S.l.]: Muiraquitã, 2000. 14 p. 9788585483838

5. Pereira (?), p. 36

6. Da Redação. "Five Revista Rolling Stone Brasil elege os nomes mais importantes da MPB". Abril. Acesso: 1 de Janeiro, 2009.

7. Rolling Stone, "Os 100 maiores discos da Música Brasileira", Outubro de 2007, edição nº 13, p. 109. Segundo a revista, os critérios eram: "valor artístico intrínseco e importância histórica, ou seja, quanto o álbum influenciou outros artistas".

8. Bahiana (1975), p.13

9. a b c d e f Passos (2007), p.63

10. a b c d e Passos (2007), p. 64

11. a b c Bahiana (1975), p.18

12. Bahiana (1975), p.17-18

13. a b Pereira (?), p.19

14. a b Pereira (?), p.20

15. a b c Bahiana (1975), p.13

16. Celso Fernandes Araújo, "Trívia". Acesso: 2 de Janeiro, 2009

17. Bahiana (1975), p.15

18. a b Bahiana (1975), p.16

19. O baú do Raul Revirado (?), p. 36

20. Seixas, Raul. O Baú do Raul Revirado (?), p. 25

21. Seixas, Raul. O baú do Raul Revirado (?), p. 33

22. a b c d e f Seixas, Raul. O baú do Raul Revirado (?), p. 45

23. Seixas, Raul. O baú do Raul Revirado (?), p. 48

24. Seixas, Raul. O baú do Raul Revirado (?), p. 51

25. a b c d Froes, Marcelo. Internacional Magazine (junho de 1995)

26. Sylvio Passos, Toninho Buda, Raul Seixas Martin Claret, Raul Seixas: uma antologia, 1992.

27. Obscured By Clouds. Uma Homenagem – Raul Seixas ( 1945 – 1989 ). 25 de agosto de 2006. Página visitada em 25 de abril de 2011.

Bibliografia

  • Sem nome (1973). O Grito de Guerra, O Pasquim.
  • Sem nome (1987). Uah-bap-lu-bap-hab-béin-bum, Bizz.
  • Almeida, Ricardo Porto de (1980). Aluga-se o Brasil: Tratar com Raul Seixas, Jornal Canja.
  • Bahiana, Ana Maria (1975). Eu em Noites de Sol, "20 Anos de Rock", Release.
  • Bahiana, Ana Maria (1975). O Aprendiz de Feiticeiro, o Demolidor, "A Glória", Revista Rock.
  • Bahiana, Ana Maria (1983). Dez Mil Fãs Exaltados, O Globo.
  • Caramey, Carlos (1975). Eu sou o meu país, Pop Hit Pop.
  • Frans, Elton; Moura, Roberto Murcia (2000). Raul Seixas: a história que não foi contada, Irmãos Vitale. ISBN 8574070874 9788574070872
  • Mauro, André (2007). O Último Anarquista, Martin Claret.
  • Passos, Sylvio (organização e pesquisa; 2007). Raul Seixas por ele mesmo, Martin Claret. ISBN 85-7232-101-2
  • Passos, Sylvio (2007). O tempo de Raul Seixas, Martin Claret.
  • Passos, Sylvio (2007). Raul Seixas: os últimos anos, Martin Claret.
  • Pereira, Fabiana Santos (?). Subjetividade Alternativa: O Discurso na Obra de Raul Seixas e Sua Representação pelo Jornalismo, Universidade Católica de Brasília.
  • Reys, Aloysio (1976). Eu sou um artista, Jornal de Música.
  • Sardenberg, Walterson (1982). Não pertenco a grupo nenhum, Revista Amiga.
  • 1983 - As aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor – Raul Seixas - Shogun Arte, RJ
  • 1992 - Raul Seixas, uma antologia – Sylvio Passos e Toninho Buda - Martin Claret Editores, SP
  • 1992 - O Baú do Raul– Kika Seixas e Tárik de Sousa - Editora Globo, SP
  • 1993 - Eu quero cantar por cantar – Ayrton Mugnaini Jr. – Nova Sampa Editora, SP
  • 1993 - Raul Seixas e o Sonho da Sociedade Alternativa – Luciana Alves - Martin Claret Editores, SP
  • 1994 - Raul Seixas, Musicalmente falando– Thais de Moraes - Nova Sampa Editora, SP
  • 1994 - Raulseixismo – Costa Senna - Nova Sampa Editora, SP
  • 1994 - Raul Seixas Forever – Madiel Figueiredo - Editora Ataniense, SP
  • 1994 - Raul Seixas Rock Book – Kika Seixas - Griphus Editora, RJ
  • 1995 - Raul Rock Seixas – Kika Seixas - Editora Globo, SP
  • 1995 - Raul Seixas, o Metamorfônico– Issac Soares de Sousa - Gráfica e Editora Colleta, Bariri/SP
  • 1995 - Trem das sete – Luciana Alves, Toninho Buda, Drago, Jairo Ferreira, Zelinda Hypólito, Ayrton Mugnaini Jr., Costa Senna - Nova Sampa Editora, SP
  • 1995 - A trajetória de um ídolo – Thildo Gama - Pen Editora, SP
  • 1997 - Raul Seixas, entrevistas e depoimentos – Thildo Gama - Pen Editora, SP
  • 1999 - Triângulo do Diabo – Opus 666 – Jay Vaquer - Girl Press
  • 1999 - A Paixão Segundo Raul Seixas - Toninho Buda - Editora Maya, SP
  • 1999 - Dez Anos Sem Raul Seixas- Tiago Sotero de Sá & Mirella Franco Barrella - Produção Alternativa, SP
  • 1999 - Luar aos Avessos - Angelo Sastre - Scortecci Editora, SP
  • 1999 - Raul Seixas - Biografia - Coleção Gente do Século - Regina Echeverria - Editora Três, SP
  • 2000 - Raul Seixas, a História que não foi contada - Elton Frans - Irmãos Vitale Editores, SP
  • 2002 - Raul Seixas: A Verdade Absoluta - Filosofias, Políticas e Lutas- Mário Lucena - McBel Oficida de Letras, SP
  • 2003 - Raul Seixas - Dez Mil anos à frente - Marco Haurélio - M2Mídia
  • 2004 - Raul Seixas e a modernidade: Uma Viagem na contramão- Sonielson Juvino Silva - Marca de Fantasia, PB
  • 2005 - Raul no Caldeirão - David E. Martins - Catedral das Letras, Petropolis/RJ
  • 2005 - O Baú do Raul Revirado (Incluí CD com raridades) - Silvio Essinger - Ediouro, RJ
  • 2007 - 30 Anos de Rock: Raul Seixas e a cultura brasileira- Dílson César Devides - Editora Corifeu, Rio de Janeiro/RJ
  • 2007 - Vivendo A Sociedade Alternativa: Raul Seixas no seu tempo- Luiz Lima - Terceira Margem, São Paulo/SP
  • 2008 - O Protesto dos Inconscientes - Raul Seixas e a Micropolítica - Juliana Abonizio - ECCO UFMT, Cuiabá/MT
  • 2008 - Krig-ha, Bandolo! Cuidado, Aí Vem Raul Seixas!- Rosana da Câmara Teixeira - 7 Letras FAPERJ, Rio de Janeiro/RJ
  • 2009 - Raul Seixas - Metamorfose Ambulante - Vida, alguma coisa acontece; Morte, alguma coisa pode acontecer- Mário Lucena, Laura Kohan e Igor Zinza - Coordenação: Sylvio Passos, B&A Editora, São Paulo/SP
  • 2009 - O Baú do Raul Revirado (Audio Book/Audiolivro)- Org. Silvio Essinger, Narrado por Tico Santa Cruz e o grupo Voluntários da Pátria, com Nelson Motta, Kika e Vivian Seixas - PlugMe Editora, Rio de Janeiro/RJ
  • 2010 - Novo Aeon - Raul Seixas no Torvelinho de seu tempo- Vitor Cei Santos - Editora Multifoco, Rio de Janeiro/RJ

Biografia Evaldo Braga

Biografia Evaldo Braga

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Evaldo Braga

(Campos dos Goytacazes,

1948Três Rios,

31 de janeiro de 1973)

foi um cantor e

compositor brasileiro

do estilo popular.

editar] Biografia

Evaldo Braga não teve

pais conhecidos,

tendo sido criado em

um orfanato fluminense,

juntamente com o

ex-jogador Dadá Maravilha.

Sua mãe, uma prostituta

da cidade de Campos,

o abandonou numa

lata de lixo.

Foi nela que se inspirou

para compor seu maior sucesso,

"Eu Não Sou Lixo".

Boêmio,morreu em um

acidente automobilístico

na BR-3(Rio-Juiz de Fora),

ocupando um Volkswagen

TL, após tentativa de

ultrapassagem forçada segundo

populares. Importante ressaltar

que no momento do acidente,

Evaldo Braga não dirigia o carro,

mas seu motorista.

Seu túmulo é um dos mais

visitados no feriado de

Finados no Cemitério do Caju,

Rio de Janeiro.

Trabalhou por muito tempo

como engraxate,

nas portas de rádios e gravadoras.

Com esta ocupação

conheceu diversos artistas;

entre os quais Nilton César,

que ofereceu-lhe a primeira

chance de emprego no meio

artístico, como seu divulgador.

Com isso, conheceu

Edson Wander

e apareceu pela primeira

vez no ramo musical,

compondo

"Areia no meu Caminho"

juntamente com

Reginaldo José Ulisses.

A música foi gravada

pelo cantor Edson Wanderem

seu primeiro disco,

"Canto ao Canto de Edson Wander"

, em 1968, e estourou

nas paradas brasileiras,

chegando a superar artistas

do porte de Roberto Carlos.

Com isso conheceu o

produtor e compositor

Osmar Navarro, que

o convidou para gravar

um disco na gravadora

Polydor. Posteriormente

teve músicas gravadas

por Paulo Sérgio,

um dos artistas que

muito o ajudou no

mercado musical.

Na música,

celebrizou-se em 1969,

no estilo "dor-de-cotovelo"

, tendo firmado parceria

com compositores como

Carmem Lúcia,

Pantera,

Isaías Souza e outros.

Apresentava-se

frequentemente no programa a

Discoteca do Chacrinha.

Seus maiores sucessos foram

"Eu Não Sou Lixo",

"Nunca Mais",

"A Cruz que Carrego"

, "Mentira",

"Sorria, Sorria"

, entre outros.

Evaldo Braga não

estudou num orfanato

fluminense e sim em

um colégio interno muito

famoso aqui na capital.

Este colégio chamava-se

INSTITUO PROFISSIONAL

XV DE NOVEMBRO,

mais conhecido como

ESCOLA XV.

Este colégio fica localizado

na Rua Clarimundo de

Melo, 847 –

Quintino Bocaiuva!Rj

e pertencia a uma instutição

denominada SAM (Serviço

de Assistência a Menores).

O SAM era um órgão

do Ministério da Justiça

e Negócios Interiores

que se destinava a recolher

menores infratores,

abandonados ou pobres.

A Escola XV

foi extinta em 1965 e

tornou-se FUNABEM,

mais tarde foi entregue

ao Governo Estaual.

Atualmente é o núcleo

principal da FAETEC.

(Este depoimento é de minha

autoria. Eu também

estudava neste colégio

e fui colega do Evaldo

e do Dadá Maravilha.

Meu nome é

Nivaldo Farias de Almeida

e era componente da banda

de música do colégio)

. Foi homenageado com um disco

em que artistas como Flor,

Canarinhas de Petrópolis

dentre outros, faziam

duetos com o proprio de cujus.

Formatação

&

Montagem

Zezito

EMAIL

Zezito_80@hotmail.com

Biografia Alcides Gerardi

Biografia Alcides Gerardi




José Alcides Gerardi




(Rio Grande, 15 de maio de 1918




- Rio de Janeiro, 3 de janeiro de 1978) foi cantor e compositor brasileiro.




Biografia



Nasceu na cidade gaúcha deRio Grande, mas se mudou ainda



muito jovem paraPorto Alegre,onde começou seus estudos,



e, logo depois, para o Rio de Janeiro,onde concluiu a escola



primária e começou a trabalhar com o pai.Continuou com os estudos



e seguiu trabalhando nocomércio até 1935, iniciando



sua carreira de cantor comuma orquestra de dancing.



Na mesma época,candidatou-se como calouro na



Rádio Nacional,porém sem sucesso.Em 1939, atuou no grupo



Namorados do Luar, quando começou a se destacar



como cantor e fez sua primeira gravação em disco,



em edição particular: o samba Não Faça a Vontade Dela



(Nelson Cavaquinho). Dois anos depois, passou a integrar o trio



Os Três Marrecos,com Marília Batista e seu irmão Henrique,



porém durante um curtoperíodo. Em 1944,sendo o vocalista da



orquestra de Simon Bountman,foi convidado a atuar na



Rádio Transmissora por seu diretor, Arnaldo Sampaio



e, no ano seguinte, conseguiurealizar sua primeira gravação



comercial, pela Odeon, cantando a valsa Lourdes,



de Mário Rossi e George Bass,o qual lhe acompanhou



ao acordeão. Ainda em 1945,gravou mais dois discos,



acompanhado de Antenógenes Silva, com as valsas Sueli e Cada



Vez Te Quero Mais, a marchaAlegria e o samba Meu Defeito,



todas da autoria do acordeonista e de Miguel Lima. A parceria



entre Gerardi e Silva seria bastante frequente nos



primeiros anos de carreira do cantor.Em 1948, gravou o



samba-canção Pergunte a Ela, de Fernando Martins



e Geraldo Pereira e,no ano seguinte, foi contratado pela Rádio



, para qual trabalhou até 1953,quando se transferiu para a



Rádio Nacional. Em 1950,gravou aquele que seria seumaior sucesso: o samba



Antonico, de Ismael Silva, levando notoriedade a este sambista então esquecido



pela mídia. Em 1955], foi contratado pela Organização



Victor Costa (depois extinta).Sua primeira composição



foi A Filha do Coronel,em parceria com Irani de Oliveira,



a qual ele mesmo gravou, agora pela Columbia. Era letrista



e, em outras composições, teve como parceirosErnâni Campos,



Othon Russo, Antônio Soares, Lázaro Martins e Nilo Barbosa.



Nas décadas de 1950 e 1960,gravou alguns LP's que



fizeram sucesso razoável,especialmente os de bolero.



Seu último LP,gravado em 1976,foi uma homenagem aos



quarenta anos de carreira do compositor Leonel Azevedo.



Gerardi veio a falecer dois anos depois, em decorrência de um



acidente automobilístico, ao voltar de um show,



na Via Dutra.Principais sucessos Abaixo de Deus



(Elpídio Viana e Geraldo Pereira), 1947 Pergunte a Ela



(Fernando Martins e Geraldo Pereira), 1948



Céu Estrelado (Jamesson Araújo), 1948



Antonico (Ismael Silva), 1950Rei dos Reis



(Bibi e Fernando Martins), com Raul de Barros & Seu Conjunto, 1950



Ilha da Ilusão (Isle of Innisfree)(Dick Farrelly,versão de Juvenal



Fernandes), 1954 Cabecinha no Ombro (Paulo Borges), 1958







Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.







Formatação & Monyagem



Zezito




Zezito_80@hotmail.com















BIOGRAFIA Carlos José_Editado por Zezito

BIOGRAFIA Carlos José

Carlos José

(Carlos José Ramos dos Santos),

cantor e compositor,

nasceu em São Paulo/SP

em 22/9/1934.

Filho de um funcionário

público e irmão do violonista

Luís Cláudio Ramos,

em 1939 transferiu-se

com a família para o

Rio de Janeiro RJ,

indo morar no bairro

de Santa Teresa.

Interessado por música

desde criança, aos 11 anos

aprendeu a tocar violão

com a mãe. Estudou nos colégios

Menino Jesus,

Santo Inácio e Andrews,

ingressando, mais tarde,

na Faculdade de Direito,

no Catete. Durante todo

esse tempo sempre esteve

ligado a grupos

musicais amadores.

Aos 13 anos participou

do programa de calouros

Papel Carbono,

na Rádio Clube,

classificando-se em

primeiro lugar.

Sua carreira profissional

começou em 1957,

quando ainda cursava direito:

numa das festas da faculdade,

apresentou-se com um

conjunto e foi ouvido por

Flávio Cavalcanti,

que o convidou para participar

de seu programa Um

Instante Maestro, na TV-Rio.

Na televisão, conheceu

o compositor Alcir Pires

Vermelho, por meio de

quem gravou um 78 rpm,

na Polydor, que incluía

Ouça (Maysa) e Foi a noite

(Tom Jobim e Newton Mendonça).

Essa gravação deu-lhe

o título de cantor-revelação do ano,

concedido pelos cronistas

do Rio de Janeiro.

O sucesso levou-o a

abandonar a advocacia

para dedicar-se somente à música.

Entre seus maiores sucessos,

destacam-se Esmeralda

(Fernando Barreto e Filadelfo Nunes),

de 1960; Lembrança

(versão de Serafim Costa Almeida),

de 1962; Queria

(Carlos Paraná), de 1964;

Guarânia da saudade

(Luís Vieira), de 1966;

e Oração da Mãe Menininha

(Dorival Caymmi), de 1973.

Atuou muitos anos na sede

da Socimpro, no Rio de Janeiro,

onde chegou a ser presidente,

marcando-se como defensor

dos direitos autorais dos

compositores e intérpretes brasileiros.

Biografia enviada por

Elizabeth em 30/11/2009

Montagem

E

Formatação

Zezito

Zezito_80@hotmail.com



24 de outubro de 2011

Volta Reginaldo Rossi

Volta Reginaldo Rossi Volta vem me ver aqui chorando Vem ver eu me matando Vem depressa, vem me amar Volta que eu estou ficando louco Morrendo pouco a pouco Por não poder te abraçar Eu sei eu não te vejo há mais de um mês Errei mais uma vez E peço pra me perdoar Eu sei essa distância é que nos mata A ti tortura e a mim maltrata Ah, que vontade de chorar

24 de julho de 2011

Decreto autoriza antecipar 13º


Decreto autoriza antecipar 13º e deve movimentar economia
Um decreto que autoriza a antecipação de metade do décimo terceiro salário em agosto foi publicado nesta sexta-feira, 22 de julho, no Diário Oficial da União (DOU). O Ministério da Previdência estima que ano passado a primeira parcela do 13.º foi antecipada a 23,6 milhões de beneficiários e representou uma injeção de recursos de R$ 9 bilhões na economia dos Municípios.

De acordo com dados do governo, crédito para cerca de 24,6 milhões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) será depositado entre os cinco últimos dias úteis de agosto e os cinco primeiros dias úteis de setembro. A medida já foi adotada pelo ministério outras seis vezes e começou em 2006 – resultado de acordo firmado entre o governo e as entidades representativas de aposentados e pensionistas.

Segundo informações do ministério, aposentados e pensionistas receberão 50% do valor do benefício, com exceção para quem passou a receber o benefício depois de janeiro. Neste caso, o valor será calculado proporcionalmente.

Saiba mais

Por lei, não têm direito ao 13.º salário os seguintes benefícios: amparo previdenciário do trabalhador rural, renda mensal vitalícia, amparo assistencial ao idoso e ao deficiente, auxílio-suplementar por acidente de trabalho, pensão mensal vitalícia, abono de permanência em serviço, vantagem do servidor aposentado pela autarquia empregadora e salário-família.

Outras dúvidas sobre as datas do pagamento podem ser esclarecidas por meio da Central 135. A ligação é gratuita a partir de telefones fixos ou públicos e tem custo de chamada local, quando feita de celular.

Dívida com aposentados

Dívida com aposentados será paga em outubro para 69 mil pessoas
Data dos pagamentos obedecerá valor a receber, propõe governo federal.
Débito total, que soma R$ 1,69 bilhão, é fruto de decisão do STF.
Alexandro Martello Do G1, em Brasília
saiba mais
• Garibaldi confirma pagamento da revisão do teto do INSS
• MPF pede revisão para cerca de 130 mil aposentadorias

• STF reconhece direito à revisão de 154 mil aposentadorias

O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves, informou nesta quinta-feira (14) que o governo vai pagar aos aposentados e pensionistas a dívida relativa à diferença da revisão do teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em parcela única.
Entretanto, os aposentados receberão em datas diferentes, de acordo com os valores que têm a receber. Aqueles que têm valores a receber de até R$ 6 mil, receberão em 31 de outubro deste ano. Segundo o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves, essa faixa concentra 68.945 pessoas, ou seja, mais de 50% dos 131 mil aposentados que possuem créditos com a Previdência Social.
Os valores entre R$ 6 mil e R$ 15 mil, que concentram 28.122 aposentados, serão recebidos pelos aposentados somente em 31 de maio de 2012. Os créditos de R$ 15 mil a R$ 19 mil, com 15.553 aposentados, serão pagos somente em 30 de novembro de 2012, e, os valores acima de R$ 19 mil (para 15.661 aposentados), serão pagos somente em 31 de janeiro de 2013.
O pagamento deste débito resulta de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), tomada em setembro do ano passado, e beneficiará 131 mil pessoas. Garibaldi Alves lembrou que a Justiça ainda tem de aceitar a proposta de pagamento do governo aos aposentados. "Acho que a Justiça quer ver o cumprimento de sua decisão. O governo quer cumprir a decisão. Acho que a Justiça não vai criar problemas", disse ele.
'Condições especiais'
O Ministério da Previdência Social informou ainda que o pagamento obedecerá algumas "condições especiais". Para os aposentados que fizeram pedido administrativo de revisão, o valor devido será calculado em até cinco anos antes de protocolado o pedido. Para quem não fez pedido administrativo, mas ingressou na Justiça, o pagamento os valores devidos será de até cinco anos antes do ajuizamento da ação. Para quem não fez qualquer pedido administrativo ou judicial, o valor devido será de até cinco anos antes do ajuizamento da ação pública no Tribunal Regional Federal.
'Esforço grande'
O ministro da Previdência, Garibaldi Alves, informou esperar que os aposentados compreendam que a fórmula encontrada, com algumas pessoas recebendo o pagamento somente em 2013 (acima de R$ 19 mil a receber), não é a "ideal".
"O Ministério da Previdência fez um esforço muito grande para que pudessem receber isso. A partir deste critério de que, aqueles que têm uma menor quantia a receber, são aqueles que têm mais necessidade. É preciso que vocês considerem a situação financeira que o governo está enfrentando. Vocês sabem muito bem que isso fazia parte de uma dotação do orçamento e teve que ser cortada no primeiro momento para que se tivesse aquela economia de R$ 50 bilhões. Não digo que isso seja o ideal, mas foi o que se pôde obter em uma situação como essa que estamos vivendo", declarou Garibaldi Alves.
Como proceder?
O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Mauro Hauschil, informou que os aposentados que têm dinheiro a receber do governo, por conta da dívida, não precisam fazer nada. Segundo ele, os valores serão depositados em suas contas nas datas marcadas. "Vamos dar condições de que todos quee têm direito possam saber [das informações] sem ter de ir às agências do INSS. Ir às agências não vai garantir nenhum tipo de vantagem. As pessoas têm de ter paciência porque a gente vai fazer a parte operacional agora", disse ele.
Decisão do STF
O valor total da dívida com os aposentados é de R$ 1,69 bilhão, o equivalente à média de R$ 10,5 mil por pessoa. Na última terça-feira, o ministro da Previdência já havia informado que o governo pagaria a dívdia com os aposentados. Entretanto, não havia confirmado como seria quitado o débito.
Além disso, Garibaldi Alves informou, antes de ontem, que 117.135 aposentados passarão a receber as diferenças mensais (e não aquelas referentes ao estoque da dívida já existente) a partir da folha de agosto – que começa a ser paga no começo de setembro. O impacto mensal da decisão será de R$ 28 milhões
A decisão beneficia aqueles que se aposentaram entre 5 de abril de 1991 e 1º de janeiro de 2004 e que tiveram, na época da concessão, o benefício limitado ao teto previdenciário (valor máximo pago pela Previdência Social), mas que tinham renda mensal superior ao teto antigo. Na época, as emendas 20/1998 e 41/2003 mudaram o teto do INSS, prejudicando quem contribuiu acima da cota máxima da Previdência e se aposentou. Além de corte nos benefícios, o segurado não teve direito à revisão dos ganhos.
O STF garantiu a revisão para todos (de 1988 ao fim de 2003) os prejudicados pela limitação que não tiveram a diferença incorporada nos reajustes do novo teto.
Ação
Em maio, o Ministério Público Federal de São Paulo entrou com uma ação civil pública, com pedido de liminar, na Justiça Federal para obrigar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a fazer, em até 30 dias, o recálculo dos benefícios previdenciários de mais de 130 mil pessoas que se aposentaram entre 1991 e 2003 e estariam recebendo um benefício menor do que têm direito.
Em setembro do ano passado, o STF determinou que o governo repassasse a diferença para o beneficiário que entrou com a ação, mas estendeu a decisão para todos os aposentados em 1991 e 2003. Em dezembro de 1998 e janeiro de 2004, o governo federal elevou o teto de aposentadoria do INSS, através de emenda constitucional, mas esses valores não foram incorporados às aposentadorias e pensões de quem já recebia o benefício.
tópicos:
• Ministério da Previdência Social

4 de julho de 2011

A COR DA SAUDADE

A COR DA SAUDADE



Era uma vez uma menina que tinha um pássaro encantado.
Ele era encantado por duas razões:
Não vivia em gaiolas, vivia solto,
Vinha quando queria, quando sentia saudades...
E sempre que voltava, suas penas tinham cores diferentes,
As cores dos lugares por onde tinha voado.

Certa vez voltou com penas
Imaculadamente brancas, e contou histórias de montanhas
cobertas de neve.
Outra vez, suas penas estavam vermelhas, e contou histórias de desertos incendiados Pelo sol.

Era grande a felicidade quando eles Estavam juntos.
Mas, sempre chegava a hora do pássaro Partir...
A menina chorava e implorava:
- Por favor, não vá.
Terei saudades, vou chorar.

- Eu também terei saudades - dizia o Pássaro - mas vou lhe contar um segredo! Eu só sou encantado por causa da Saudade. É ela que faz com que minhas Penas fiquem bonitas...
Senão você deixará de me amar.
E partiu.

A menina, sozinha, chorava.
Uma certa noite ela teve uma idéia: e se o Pássaro não partir?
Seremos felizes para sempre! Para ele Ficar, basta que eu o prenda numa gaiola.
E assim fez.

A menina comprou uma gaiola de prata,
A mais linda que ela encontrou.
Quando o pássaro voltou, eles se Abraçaram, ele contou histórias e Adormeceu.
A menina aproveitou o seu sono e o Engaiolou.
Quando o pássaro acordou deu um grito
De dor.
- Ah ! O que você fez? Quebrou o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me Esquecerei das histórias.
Sem a saudade, o amor irá embora...

A menina não acreditou...
Achou que ele se acostumaria.
Mas, não foi isso o que aconteceu.
Caíram as plumas e as penas Transformaram-se em um cinzento triste.
Não era mais aquele o pássaro que ela Tanto amava...
Até que ela não mais agüentou e abriu a Porta da gaiola.
- Pode ir, pássaro -
Volte quando você quiser...
- Obrigado - disse o pássaro - irei e voltarei Quando ficar encantado de novo.
Você sabe, ficarei encantado de novo Quando a saudade voltar dentro de mim
E dentro de você.

Quantas vezes aprisionamos a quem Amamos, pensando que estamos fazendo o melhor?
Pense. Deixar livre é uma forma singela
de ver, ter...
Direcione o seu amor não para a prisão e sim para a conquista, sempre.

(Desconheço o autor)

AGORA ACABOU

AGORA ACABOU Você foi como um sonho repentino que veio sem aviso no momento em que eu mais precisava Você veio como um anjo falando manso, dizendo palavras bonitas e precisas que sempre me encantavam Mas tão rápido como veio, você me disse adeus e não disse mais nada Pode ser fácil para você, mas para mim leva um tempo para esquecer Eu sei que você não entende, mas é porque você tem medo de se entregar como eu me entreguei Mas, tudo bem, a vida continua, aceito a sua amizade e dou-lhe inteiramente a minha Só a partir de hoje você está oficialmente fora dos meus sonhos de amor Das minhas expectativas de parceria e felicidade E, apesar de tudo, da sua pressa, não esqueça que tenho sentimentos Que leva um tempo para se esquecer os sonhos que se sonhou Mesmo que sozinha, eu ainda nutria uma esperança escondida que nem eu mesma sabia que tinha... Agora tenha paciência, que também sozinha Vou esquecer de tudo o que eu queria para nós dois E que você sozinho desperdiçou. Germana Facundo

28 de outubro de 2010

Morte de Kirchner cria incertezas políticas




Líder de 60 anos era cotado para tentar novamente a presidência nas eleições de outubro de 2011


JUAN MABROMATA/AFP/JC

Político teve um ataque cardíaco

A Argentina perdeu ontem sua maior liderança política da última década. A delicada saúde do ex-presidente argentino Néstor Kirchner, de 60 anos, marido da atual presidente, Cristina Kirchner, era fonte constante de preocupação para seus familiares e médicos. Considerado o real poder no governo da esposa, Kirchner estava em El Calafate, no extremo Sul da Argentina, passando o feriado nacional com sua esposa, quando se sentiu mal de madrugada, enquanto estava no meio de uma reunião em sua casa. Às 7h de ontem - em uma maca, acompanhado pela presidente Cristina - entrou no Hospital José Formenti. O ex-presidente sofreu um fulminante ataque cardíaco e foi declarado morto por volta das 9h30min.

Ao longo de 2009 e deste ano, Kirchner esteve internado em cinco oportunidades, entre as quais passou por duas angioplastias. O falecimento do ex-comandante do país foi anunciado pelo vice-presidente, Julio Cobos. O corpo do ex-presidente será velado hoje na Casa Rosada, sede do governo.

Natural da pouco povoada província de Santa Cruz, no Sul da Argentina, Néstor Kirchner foi o 54º presidente, entre maio de 2003 e dezembro de 2007, quando foi substituído por Cristina. Antes de ser eleito, foi prefeito de Río Gallegos (1987-1991) e governador da província de Santa Cruz (1991-2003). Em 2009 foi deputado federal pela província de Buenos Aires, com mandato de 10 de dezembro de 2009 até 10 de dezembro de 2013. No dia 4 de maio de 2010 foi escolhido pelos presidentes da Unasul como secretário-geral do grupo. Também foi eleito como presidente do Partido Justicialista (peronista), cargo ao que renunciou em 29 de junho de 2009 e voltou a ocupar em 11 de novembro de 2009, assumindo oficialmente em 10 de março deste ano.

A saúde de Kirchner era frágil, mas ele sempre tentava demonstrar o contrário temendo perder poder. Dois dias depois da última angioplastia sofrida, Kirchner apareceu em um ato político, como se nada tivesse ocorrido. Na Argentina, os líderes políticos têm o costume de evadir da responsabilidade de informar os cidadãos sobre seu real estado de saúde. Isso ocorreu com Carlos Menem e Fernando De la Rúa, por exemplo. O ex-presidente parecia gostar de se confrontar intensamente com seus adversários. Ele frequentemente rechaçava os avisos públicos para diminuir o ritmo de vida frenético, com eventos e discursos diários.

Sua morte já é vista por especialistas políticos como sendo passível de modificar o cenário político no país. Visto por muitos como a cabeça por trás da administração política e econômica da nação nos últimos anos, Kirchner era cotado para tentar novamente a presidência nas eleições de outubro de 2011. Com sua saída de cena, é provável que Cristina busque a reeleição.

“O país já tinha incertezas sobre o rumo político, mas agora essa situação aumenta. A Argentina parece estar condenada a viver entre a tragédia e o drama”, disse o analista político Eduardo Van der Kooy, do jornal Clarín, veículo com o qual os Kirchner travavam uma dura batalha e o consideravam inimigo. “O falecimento de Kirchner implica o desaparecimento do homem que liderava uma corrente forte (Frente para a Vitória) do Partido Justicialista e apresenta novas interrogações sobre a maneira como o kirchnerismo e a presidente vão processar essa ausência no último ano de mandato”, disse.


Recuperação econômica após crise deu a Néstor Kirchner 80% de aprovação
Néstor Kirchner sucedeu Eduardo Duhalde na presidência da Argentina. Impulsionado por promessas de recuperação econômica, de produção, de saúde e de educação, Kirchner conseguiu se destacar entre os demais candidatos e foi eleito em maio de 2003, no segundo turno, após a desistência do seu rival, o ex-presidente Carlos Menem.

Kirchner assumiu o cargo em 25 de março de 2003, ainda enfrentando as consequências da crise econômica iniciada em 2001, com o calote da dívida argentina e as sucessivas alterações no comando do país. Como presidente, manteve o ministro da Economia de seu antecessor, Roberto Lavagna, e também sua política econômica, priorizando a desvalorização da moeda com a compra de divisas pelo Banco Central e a elevação das exportações. O resultado foi um crescimento econômico com taxas próximas a 10% do Produto Interno Bruto (PIB). Lavagna deixou o cargo em novembro de 2005, após desavenças com Kirchner.

O ex-líder não era muito apreciado pelos investidores estrangeiros. As negociações sobre a reestruturação da dívida argentina, após o default de 2001, foram abertamente hostis, com Kirchner adotando uma postura de “pegar ou largar” para o acordo, finalmente fechado em 2005. Neste ano, essa troca foi reaberta para investidores que ainda possuem quase US$ 20 bilhões em bônus da dívida argentina. Ainda que a economia da nação, rica em recursos naturais, tenha avançado durante seu mandato, que coincidiu com o boom global das commodities, seu governo também foi marcado por políticas bastante intervencionistas. Assim, apesar das declarações públicas, o governo de Kirchner foi o que mais pagou dívidas ao FMI em toda a história argentina.

Kirchner deixou a presidência com um índice de aprovação de quase 80%, mas sua popularidade caiu nos últimos anos, com as últimas pesquisas indicando que ele era um dos políticos com maior rejeição no país. Apesar disso, seguia sendo popular e foi eleito deputado em 2009. Especialistas acreditam que Cristina, que vinha recuperando popularidade, após recordes de baixa no ano passado, deve receber mais apoio dos argentinos, em meio à simpatia pública pelo fato de ter ficado viúva.


Lula diz que colega argentino era aliado e amigo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que ficou sabendo da morte de Néstor Kirchner por meio do embaixador do Brasil na Argentina. Quando foi informado, participava de uma solenidade de inauguração de obras de ampliação do porto de Itajaí (a 93 km de Florianópolis). Segundo a nota divulgada pela presidência, a notícia deixou Lula “consternado”, pois considerava Néstor um “aliado e amigo”.

“Transmito, em nome de meu governo e do povo brasileiro, à presidente Cristina Kirchner nosso imenso pesar e solidariedade”, diz ainda a nota. Lula também anunciou luto oficial por três dias como “expressão dos sentimentos pela morte”.

O chanceler Celso Amorim lamentou a morte, manifestando seu choque e pesar. Em coletiva, declarou que se trata de uma perda para “toda a América do Sul”. Amorim afirmou que o legado de Kirchner deve-se não só ao seu papel como chefe de Estado argentino, mas também às importantes contribuições que deu para a integração do continente.

“Lamentamos muitíssimo, porque Kirchner, como presidente, ajudou a soerguer a economia argentina depois de um período muito grande de crise profunda, mas também lamentamos pelo homem, um chefe de Estado que se empenhou muito na boa relação com o Brasil, na boa relação pessoal com o presidente Lula, e, inclusive, na integração sul-americana”, observou, acrescentando que até como reconhecimento disso ele tinha sido, há pouco, nomeado secretário-geral da Unasul (União das Nações Sul-Americanas).

Presidente do PMDB desautoriza Salomão Gadelha a falar pelo partido

Publicado por Lindjane Pereira em 27/10/2010 | 12h42 Atualizada em ( 27/10/2010 | 13h48 )
Da Assessoria

O presidente estadual do PMDB na Paraíba, Antonio Souza da Silva, distribuiu nota, no final da manhã desta quarta-feira (27), desautorizando o filiado Salomão Gadelha, ex-prefeito de Sousa, a falar em nome do Partido quando de suas entrevistas. Gadelha teria anunciado apoio ao candidato da oposição ao Governo da Paraíba, em nome da agremiação peemedebista.

“Salomão Gadelha pode ter opção pessoal por outro candidato, mas para isso terá que pedir desfiliação do PMDB. O nosso partido indicou para concorrer ao cargo de governador, nestas eleições, o cidadão e filiado José Targino Maranhão, homem honrado, probo e ficha limpa, com muitos serviços prestados à Paraíba durante sua administração à frente do Governo do Estado”, enfatiza Antonio Souza, na nota.

O dirigente peemedebista adverte que caso o sr. Salomão Gadelha insista na prática de ato de insubordinação partidária, “seremos obrigados a acionar o Conselho de Ética e Disciplina do Partido, para apurar seus atos contrários ao Estatuto e ao Código de Ética para, no caso, aplicar a punição cabível, que poderá chegar à expulsão do Partido”.

Por fim, Antonio Souza alerta que esse será o caminho adotado pela direção peemedebista contra todos aqueles que descumprirem o Estatuto, o Programa e o Código de Ética do PMDB. “O Partido escolheu mo candidato a governador em Convenção, num processo democrático, onde todos tiveram oportunidade de se manifestar. E o fizeram, à unanimidade, em favor da candidatura legítima de José Maranhão”.

Aprovada por unanimidade, na Assembléia Legislativa, a PEC Paraíba

*Três Projetos de Lei do Governo do Estado reajustam os vencimentos de policiais militares, policiais civis, bombeiros e agentes penitenciários*


Por unanimidade, a Assembléia Legislativa da Paraíba aprovou os Projetos de Lei n 1.892/2010; 1.893/2010 e 1.894/2010, (PEC 300), de autoria do Governo do Estado qie equipara aos salários dos policiais do Estado de Sergipe, os vencimentos dos policiais militares, policiais civis, bombeiros militares e agentes de segurança penitenciária da Paraíba. Os reajustes serão implantados no período de 18 meses, após a lei ser sancionada pelo governador. O reajuste começa a valer a partir de 1 de janeiro de 2011.

O presidente dos Servidores da Polícia Civil do Estado da Paraíba, Antonio Erivaldo Henrique de Sousa, avaliou que a Polícia Civil, com a aprovação dos projetos, teve uma correção de parte das perdas salariais da categoria e outras melhorias continuarão sendo reivindicadas.

O coronel da PM, Getúlio Bezerra, vice-presidente do Clube dos Oficiais, afirmou a PEC 300 era um sonho da categoria e o dia de hoje é histórico para os que fazem a segurança pública da Paraíba. “É um momento histórico, a gente fica muito feliz, é um reconhecimento ao trabalho da corporação”, comemorou.

O comandante do Corpo de Bombeiros Militares da Paraíba, coronel Ricardo Rodrigues, afirmou que a aprovação dos projetos com certeza é um estímulo as categorias e certamente vai refletir na melhoria da qualidade dos serviços prestados à sociedade paraiabana.

O coronel Maquir Alves, presidente da Caixa Beneficente dos Oficiais e Praças da Polícia Militar da Paraíba, disse que a conquista é importante para as categorias e muito mais importante para o sistema de segurança pública do Estado, por ser um projeto que beneficia a sociedade paraibana. “Com melhores vencimentos os policiais oferecerão mais qualidade no serviço prestado à sociedade”, revelou.

Presente à Assembléia Legislativa, o deputado federal Major Fábio, autor do projeto PEC 300 no Congresso Nacional, comemorou a aprovação das leis apresentadas pelo Governo do Estado

Romário e Marcelinho declaram apoio a Coutinho na Paraíba

O candidato do PSB ao governo da Paraíba, Ricardo Coutinho, recebeu nesta quarta-feira o apoio dos ex-jogadores Romário – eleito deputado federal no Rio pelo PSB - e Marcelinho Carioca.

Durante o encontro em João Pessoa, Coutinho entregou suas propostas de governo para a área de esporte. “Não é justo que o atual Governo deixe o esporte na situação em que se encontra atualmente. Vamos mudar essa situação e alavancar o esporte paraibano”, declarou Coutinho.

Romário elogiou o candidato como “uma pessoa séria e de bom caráter”, afirmando que pretende atuar no Congresso para ajudar a Paraíba. “Estaremos juntos e trabalhando para melhorar a vida dos esportistas paraibanos", declarou o ex-atacante.

Marcelinho também pediu votos para Coutinho e minimizou as críticas dos adversários. “Conhecemos a integridade de Ricardo e gostaríamos de ver uma campanha de jogo limpo, uma disputa que coloque suas propostas na mesa”, disse.

Na terça-feira, Romário e Marcelinho visitaram Teresina, onde declararam apoio ao candidato do PSB ao governo do Piauí, Wilson Martins.


Redator: Rodolfo Albiero

Eleições na Paraíba: Marina Silva anuncia apoio a Ricardo Coutinho


A senadora Marina Silva (PV-AC) anunciou "independência" no segundo turno da eleição presidencial, mas manifestou um apoio em pelo menos uma eleição regional. Nesta última segunda-feira, ela apareceu pessoalmente na propaganda de Ricardo Coutinho, candidato do PSB ao governo da Paraíba. O Partido Verde integra a coligação que apoia o postulante regional.

"Vejo com muito entusiasmo a candidatura de Ricardo ao Governo da Paraíba, pois a sua postura sempre preocupada com a ética, a participação democrática e a inclusão social o credenciam para ser um excelente governado", disse Marina no horário eleitoral gratuito na televisão. Coutinho disputa o segundo turno contra José Maranhão (PMDB).