21 de março de 2008

VOCÊ

Em cada momento um ato
Em cada ato um pensamento
Em cada pensamento uma saudade
Em cada saudade você
Em cada hora uma história
Em cada história uma aventura
Em cada aventura uma lembrança
Em cada lembrança, você
Em cada dia um livro
Em cada livro um porquê
Em cada porquê uma resposta
Em cada resposta, você
Em cada amor uma vida
Em cada vida um saber
Em cada saber uma certeza
Certeza de gostar de você
Em cada música um canto
Em cada canto uma poesia
Em cada poesia um beijo
Em cada beijo um desejo
Em cada desejo, você
Em cada pássaro um vôo
Em cada vôo uma paixão
Em cada paixão uma loucura
Em cada loucura, você
Em cada sorriso uma alegria
Em cada alegria uma felicidade
Em cada felicidade uma vontade
Em cada vontade uma satisfação
Em cada satisfação um prazer
Em cada prazer.....você
Só você, eternamente você......


Autora: Giuliana

O Tempo não pode apagar a Poesia do Amor

Não quero perder a poesia,
justificado pelo tempo...
Ela pode mudar rimas e versos...
Mas tem o seu lugar...
A poesia do tanto querer,
do gostar...
De apenas se confirmar um amor...
Ele fica mais maduro com o tempo...
Nasce pleno a cada manhã...
Com reflexos dourados de carinho...
Porque esse tempo permite que se conheça melhor o outro...
Aprimora os sentimentos...
Aguça os toques...
Conhece a geografia do corpo...
Percorre estradas, montes...
Mas, se enfeita sempre de maneira diferente...
Olhos sorrindo...
Não quero deixar de falar baixinho...
Palavras entendidas...
Incompreensíveis...
Sentidas...
Expressões de amor...
De gritar o prazer...
De assim ser: sua!
Uma linha pode ser poética,
porque se teve a intenção ...
Ela advém do sentimento...
Do momento...
Do coração...
Não se pode perder a poesia do amor...
Porque o próprio amor é um lindo poema...
Versos da aceitação...
Versos dos toques,
Versos ilimitados do tempo...
De duas vidas se faz uma única...
Vida plena...
Vida de lutas,
Na poesia do tempo...
Num bailar do poema escrito pelo coração:
O AMOR!


(Jane Lagares)

Castelo de Versos

Há em minha vida um rumo, um norte, de sorte que meus sonhos são planos já traçados.
E nos traços que os descrevo escrevo meus versos como um arquiteto inquieto que ergue suas estruturas construo meu castelo de figuras e sigo em frente.
Displicente que sou
dispenso o mestre de obras e com as sobras da argamassa torno parede sólida a fumaça dos sonhos do dia a dia.
E assim faço minha poesia, dos meus planos que são sonhos e não me oponho aos fatos, apenas remodelo-os como criança caprichosa como o espinho prematuro que antecipa a rosa.


(Mauro Gouvea)

Declaração de Amor

Quantas vezes andei te procurando
Não sei, não contei.
Não percebi que te procurava.
Te queria sem saber,
Te sabia e te amava sem querer.
Te sinto meu, te quero meu.
Não sei se paixão, se amor, se amigo,
Sei que mais do que tudo, te quero comigo.
Quero te ver feliz em minhas manhãs,
Ver teu despertar, teus olhos me encontrando,
Tua boca me deixando sentir teu primeiro gosto,
Teu hálito quente e teu cheiro de sono.
Me misturar com teu sonho,
Sem saber ao certo se já desperto,
Ou se te envolvo em meus encantos,
Em nosso desejo macio e branco,
Perdido e surpreso de tão intenso.
Sentir teu suspiro ao meu toque,
Beijar o teu corpo e ouvir teus gemidos,
Assim te quero, menino, perdido...
Te quero e te chamo, e sem chances,
Simplesmente te abraço,
E deixo minha mão na tua,
Na calma de dois em um só.
Porque já te encontrei,
Porque você sempre fez parte de mim,
E por um querer do destino,
Nossa união teve seu tempo certo para acontecer.
E sei quem é você. Você sabe de mim.
E deste momento em diante nosso caminho se funde,
Mesmo sem saber ao certo por onde andaremos,
Mas com uma certeza.
Nosso caminho é direto,
Nosso futuro é concreto.
Nosso destino, a felicidade!
(Samara Morando)

UMA LÁGRIMA

Pelo beijo que eu não te dei
Pelo afago que eu sufoquei
Pelos sonhos que malbaratei
Pelo encontro que em vão sonhei
Pelo beijo que não me roubaste
Pelo afago que me recusaste
Pelo encontro que tu evitaste
Pelo sonho que tu não sonhaste


Uma lágrima

Pela mão que não entrelacei
Pelo olhar que jamais cruzei
Pela valsa que eu não dancei
Pela música que não entoei
Pela mão que não apertaste
Pelo olhar que tu desviaste
Pela dança que tu não dançaste
Pela canção que não escutaste


Uma lágrima

Pela espera da festa... sem festa
Pela espera do gozo... sem gozo
Pela espera da vida... sem vida
Pelo ápice do fim... sem fim


Uma lágrima

Sem festa... pela fresta que tu me fechaste
Sem gozo... pois no meio do caminho declinaste
Sem vida... foste minha luz e te apagaste
Sem fim... começaste a amar e não terminaste

(Fátima Irene Pinto)

PARALELAS

Tu és o sótão e eu o porão
Tu és a cumeeira e eu o alicerce oculto
Tu és a parte exposta do iceberg
Eu sou a metade submersa
Tu és o zênite e eu o nadir
Tu és a cara da moeda e eu a coroa
Eu te conheço porque és a outra parte de mim
Tu me conheces porque sou a outra parte de ti
Para que possas ser a metade exposta
É preciso que eu seja a metade implícita
Para que possas declinar versos angelicais
É preciso que eu derrame versos abismais
Eu não minto e nem tu mentes jamais
Escolhes falar da luz por opção
Escolho rasgar abismos por oposição
Caminhamos paradoxalmente na mesma direção
Para que possas suportar-te na cumeeira
Faço-me a base segura e obscura do teu altar
E nesta junção milenar
Somos qual duas linhas paralelas
Fadadas a andar lado a lado
Sem jamais poder se encontrar

( Fátima Irene Pinto)

Poeta, Viajante das Estrelas

coração errante,
eterno navegante sem porto
habitante das cidades ilusórias
nascidos sem dores de parto.

Sou filho do sol e da lua
no meu coração batem rimas,
no meu sangue circulam versos
e meu sorriso traduz poemas
jamais escritos por medo ou incerteza.

Cresci no meio de olhares,
alimentei-me de sentimentos
diversos.
Crescendo dentro de almas estranhas
sou o poeta das rimas provisórias.
Meu alimento é paixão, ódio, amor
e todo sentimento existente
nas entranhas humanas
seja ele qual for

Sou filho do céu e do mar,
minhas veias são estradas
infinitas
por onde passam caravanas ciganas,
minha mente imenso espaço com profusão de estrelas e astros,
minhas mãos são pergaminhos sagrados
revelando segredos antigos, meus olhos espelho de alma tímida
traduzindo versos que eu não quis escrever
por uma razão qualquer.

Meu destino é seguir eternamente
sem rumos ou guias,
por estradas vazias
que levam sempre ao meu lugar.

Sou filho do tudo e do nada,
da beira da estrada,
do chão e do ar.

Minha voz é doce balada,
cantiga suave para o mundo sonhar.
Sou som e sou cor
sou ódio e amor
sou vida, sou morte
sou sangue sem corte
Poeta eu sou.

(Mauro Gouvea)